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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Lonely Hearts Club: Porque ninguém precisa de namorado para ser feliz



(EULBERG. Elizabeth. Lonely Hearts Club. Editora Intrínseca)

Capa: Na capa vemos quatro garotas atravessando a rua, na faixa de pedestre, indo na mesma direção. Cada uma encontra-se trajada com um estilo. Essa capa remete a capa do disco Abbey Road dos Beatles:


A primeira desilusão amorosa é dolorosa para qualquer garota. Mas Penny Lane, assim como aqueles que inspiraram seu nome, revolucionará todos os conceitos, e descobrirá que ninguém precisa de um namorado para ser feliz.

Nate era o melhor amigo de Penny na infância, seu passado estava repleto de boas lembranças. Foi com ele o primeiro beijo ainda que meio desajeitado, a primeira vez que andaram de mãos dadas, o primeiro cartão do dia dos namorados. Agora  Penny não é mais uma criança e as coisas podem começar a ficar mais sérias. Mas, ela acaba descobrindo que no amor nem tudo são flores e que Nate pode não ser o namorado perfeito.

Mas quem precisa de Nate quando se tem 5 caras como os Beatles!? Após sofrer por amor, Penny decide fechar o seu coração para balanço...

“Eu, Penny Lane Bloom, juro solenemente nunca mais namorar enquanto viver.
Tudo bem, talvez eu reconsidere essa decisão em dez anos, ou algo assim, quando nao estiver mais morando em Parkview, Illinois, nem frequentando a escola McKinley, mas, por hora não que mais saber de garotos. São todos a escória da humanidade, mentirosos e traidores.
Sim, todos eles. A essência do mal.
Claro que alguns parecem ser legais, mas, assim que conseguem o que querem, dão o fora em você e partem para o próximo alvo.
Então, cansei.
Chega de namorar.
Fim.”


E após uma reflexão baseada na canção/álbum dos Beatles Sgt Pepper’s Hearts Club Band, fundou o Lonely Hearts Club, um clube no qual ela aproveitaria as vantagens de ser solteira, e não teria que passar o último ano da escola tentando impressionar um rapaz, ela seria simplesmente ela mesma.


“Eu ia parar de me torturar com namorados otários. Aproveitaria as vantagens de ser solteira. Pela primeira vez, iria me concentrar em mim. O terceiro ano seria o meu ano. Giraria todo em torno de mim, Penny Lane Bloom, unica participante e fundadora do Lonely Hearts Club.”


No início o ideal do Clube era somente uma forma de Penny sozinha se consolar e fortificar até partir para outro relacionamento após a decepção vivida, mas com o tempo, ela percebe que esse sentimento acaba estando mais presente na vida de outras garotas do que ela esperava e assim, começam a fazer reuniões para assistirem filmes, vão aos bailes juntas, fazem programas que deixaram de fazer quando começaram a namorar, além de se ajudarem.

Nesse processo ela volta a ser amiga de Diane, uma garota que ao começar a namorar (com Ryan) acaba se afastando de tudo para viver o relacionamento, mas que ao terminar fica sem chão e sem apoio, indo encontra-lo no clube. Apesar de Diane e Ryan terminarem, o rompimento foi recíproco e eles continuam amigos, o que se mostrará de grande valor posteriormente. Vemos também Tracy, amiga de longa data de Penny, que após uma frustração amorosa também se rende ao maravilhoso clube.

Tudo está realmente indo bem no Clube e ele conquista a escola - pelo menos a parte feminina, até que uma das integrantes se apaixona! Daí a necessidade de uma escolha, que gera uma reviravolta e um final perfeito e aconchegante para nossa fã dos Beatles e suas companheiras.

O livro é de autoria de Elizabeth Eulberg e foi publicado pela Editora Intrínseca, sendo escrito em primeira pessoa de acordo com a visão da protagonista. 

"Fazendo o nosso filme"


Penny Lane:  Shailene Woodley




Ryan:Josh Hutcherson



Diane: Sasha Pieterse




Nate: Aaron Johnson




Tracy: Abigail Breslin


Com quase o mesmo tema abordado por este livro, temos o livro brasileiro O ano em que fizemos greve de amor, de Isabel Vieira, publicado pela Editora FTD. Onde temos Ceres, Cora e June e outras garotas se mobilizando e fazendo uma greve de amor, reivindicando direitos e apresentando problemas que as incomodavam nos homens como: falta de romantismo, dificuldade para expressar emoções, preferência por estarem com os amigos, esquecimento de datas especiais, traições, entre outros. Além de atitudes patriarcais como os irmãos terem privilégios, simplesmente por serem homens e como não são cobrados para ajudar nas tarefas domésticas.


A música perfeita para o livro é: Miss Movin' On das Meninas do Fifth Harmony 


I'm not the way that I used to be
(Não sou mais do jeito que costumava ser)
I took the record off repeat
(Tirei o disco do modo 'repetir')
You killed me but I survived
(Você me matou mas sobrevivi)
And now I'm coming alive
(Agora estou voltando a vida)
I'll never be that girl again no oh oh
(Jamais serei aquela garota novamente)
My innocence is wearing thin
(Minha inocência está se esgotando)
But my heart is growing strong
(Mas meu coração está crescendo forte)
So call me, call me, call me Miss Movin' On
(Então me chame, me chame, me chame de Srta. Seguindo em Frente)

Pontuação: 5 Cafés fresquinhos!
 









quarta-feira, 13 de março de 2013

Bem Mais Perto by Susane Colasanti



(Colasanti, Susane. Bem Mais Perto. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2012 p.236)

O primeiro romance da autora Susane Colasanti é uma gracinha. Para quem gosta do estilo amor adolescente é uma ótima pedida.

Brooke é uma adolescente normal do ensino médio, bem quase normal. Como todas as garotas dessa idade ela está apaixonada, mas Scott Abrams lindo e popular jogador de lacrosse nem sabe da existência dela. Ela sabe que o os dois estão destinados a ficarem juntos, isso mesmo ela sabe! Brooke acredita que tem um dom o chamado "saber" o nosso famoso sexto sentido! É por isso que ela decide não mais esperar, no último piquenique escolar ela vai contar tudo a Scott. Eles se encontram, conversam e tudo vai bem até que Scott joga a bomba: Ele vai se mudar para Nova York!

"A única coisa sobre a qual consegui pensar durante o verão todo foi a mudança de Scott. Como ele nunca saberia o que significa para mim e nunca perceberia que pertencemos um ao outro. Como eu nunca descobriria se ele se sente da mesma forma "

Então Brooke toma a decisão que qualquer garota de 17 anos  loucamente apaixonada tomaria: Se muda para Nova York! Isso mesmo, ela deixa a mãe (que é uma louca, neurótica) e as amigas April e Candice, e vai morar com o pai, o qual ela evitou qualquer contato durante 7 anos.

Em Nova York Brooke se matricula em uma escola muito mais exigente (motivo que ela alegou para que a mãe deixasse ela se mudar... para estudar mais né...). E advinha quem estuda lá também? Exatamente, seu grande amor Scott! O primeiro probleminha é que a primeira vez que eles se encontram Scott nao a reconhece. O segundo é um problemão, Scott tem uma namorada!

As coisas não vão nada bem para Brooke, aos poucos ela vai percebendo que vai ser difícil manter uma amizade com April e Candice a longa distância (aliás Candice está morrendo de raiva dela), sua mãe não para de perguntar sobre as notas e as inscrições de faculdade, e o seu pai insiste em desaparecer.

Ok, Brooke está sozinha, mas ela não vai desistir. Aos poucos ela se aproxima de Scott  descobre do que ele gosta e se tornam amigos. Ela também faz amizade com  Sandie (que é super tímida ), e que percebe que Brooke é pessoa muito inteligente (mas que não gosta de se esforçar ) e a convida a dar monitoria para alunos com dificuldades de aprendizado. Lá ela conhece John, um garoto com muitos sonhos que irá mostrar o quanto Nova York é maravilhosa.

E  de repente Scott não esta mais tão inacessível. Mas e agora será que é ele que o coração de Brooke quer?

O livro fala de um modo muito leve sobre conflitos de amor adolescente, separação dos pais, traição enfim... mas eu particularmente gosto de livros mais dramáticos, desses que os personagens fazem tempestade em copo d'água! Mas é um bom livro para relaxar, ler sem pretensão.

A parte ruim do livro é que Brooke é uma menina imatura, fala sério, se mudar para outra cidade só por causa de um garoto que nem sabe da sua existência? Ir morar com o pai que não fica em casa e com o qual ela não fala ha  7 anos! Foi muita  burrice sua Brooke (Ok, eu brigo com os personagens e daí?!)

A parte boa é com a mudança de cidade Brooke descobre mais sobre si mesma. E passa a querer coisas que antes ela não queria. Ela amadurece muito.

Escolhi duas músicas que representam a trilha sonora perfeito para o livro:

Wide Awake da Kate Perry: 



E é claro Empire State of mind com Alicia Keys  e JayZ - música perfeita para os passeios da Brooke pela cidade:



Pontuação do Livro: 3 cafezinhos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A Culpa é das Estrelas by Jonh Green


(Green, John. A culpa é das Estrelas.  Rio de janeiro: Editora Intrínseca. 2012, 288 p.)

Se tem algo que eu odeio são livros em que o personagem principal tem uma doença incurável, ou algum tipo de câncer. É por isso que eu sempre evito livros do Nicholas Sparks, tipo um amor para recordar. Afinal do que adianta eu passar o livro inteiro me apaixonando pelos personagens  e esperar por um milagre no fim, sendo que os autores sem coração ainda irão matá-los? Eu não quero uma lição de vida, não me importa se não é possível, eu quero um final feliz! 

E contra todas as minhas convicções comecei a ler A culpa é das Estrelas. Estranhamente, eu gostei (e muito). Vai ver eu estou começando a gostar de sofrer.

Antes da resenha, caro leitor, tem 3 coisas que você precisa saber, antes de decidir se realmente quer ler esse livro:
1) Você está preparado para se apaixonar?
2) Você esta preparado para chorar até suas lagrimas secarem?
3) Você está preparado para ver  a palavra OK com outros olhos?

Hazel descobriu que tinha câncer aos 13 anos, e passou por muita coisa desde então.  Quase morreu, mas por um milagre seu câncer tem respondido bem aos novos medicamentos e por enquanto seu tumor está diminuindo, o que lhe dará mais alguns anos de vida. Mas, agora aos 16 anos, Hazel gosta mesmo é de ficar em casa assistindo Américas Next top model e top chef, além de ficar horas lendo um livro. Falando em livro o seu preferido é Um Aflição Imperial, que para sua frustração é um livro sem final ou continuação, é claro que ela escreveu milhões de cartas ao autor, mas nunca recebeu qualquer  resposta.

Seus pais estão preocupados, não apenas com a doença mais com seus efeitos psicológicos. Eles querem que ela tenha uma vida normal dentro do que é possível, faça amigos, se divirta, namore... e não se entregue a doença e a depressão. Para  isso a obrigam a frequentar um grupo de apoio para jovens com câncer.

Lá ela descobre que um garoto novo aderiu ao grupo. Augustus Waters, ou simplesmente Gus é amigo de Isaac, um jovem com um tipo raro de câncer nos olhos que eventualmente o deixará cego. Gus sofreu com um câncer nos ossos, e após amputar parte da perna está curado. Ele é lindo, e por algum motivo não tira os olhos de Hazel.

 “Na boa, vou logo dizendo: ele era um gato. Se um cara que não é gato encara você sem parar, isso é, na melhor das hipóteses, esquisito, e na pior, algum tipo de assédio. Mas se é um cara gato… na boa…”
(...)
“— Por que você está olhando para mim desse jeito?
Ele deu um sorrisinho.
— Porque você é bonita. Eu gosto de olhar para pessoas bonitas, e faz              algum tempo que resolvi não me negar os prazeres mais simples da existência humana”

Ao fim da reunião, eles se conhecem e uma grande amizade se inicia. Ele recém curado, ela morrendo. Tudo conspira para que não fiquem juntos, eles sabem disso. Mas, ainda sim não podem evitar. Eles trocam livros e descobrem que tem muito em comum. Combinam que se falarão assim que Augustus terminar de ler o livro Uma Aflição Imperdoável.
  
Hazel gosta de Gus e ele dela , essa é a matemática perfeita. Por outro lado, Gus entende o fato dela não querer se relacionar, e mesmo assim ele fará de tudo para realizar os sonhos de Hazel, principalmente quando uma oportunidade única aparecer...

Mas, será que vale a pena começar uma história que Hazel talvez não tenha tempo para viver? Ela tem muitas dúvidas, muitos medos, e principalmente ela quer machucar menos corações possíveis quando partir.

— Estou apaixonado por você — ele disse, baixinho.
— Augustus — falei.
— Eu estou — ele disse, me encarando, e pude ver os cantos dos seus olhos se enrugando. — Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.


É um livro emocionante, e apesar de ser o gênero que eu menos gosto, eu amei, amei, amei... Daqueles tipos de livros que a história fica com a gente por toda a vida! E com um final surpreendente, que quase me deixou desidratada de tanto que eu chorei.

A trilha sonora do livro é Paradise do Coldplay:


Pontuação do livro: 5 Cafés e muitas lágrimas!!!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Amor impossível, possível amor by Pedro Bandeira




De autoria de Pedro Bandeira e Carlos Queiroz Telles e publicado pela Editora FTD, o livro conta uma história que para muitos é considerado um amor impossível.

Em uma das capas, temos uma imagem pequena de um casal dançando com o crepúsculo ao fundo.

A narrativa se inicia com Fernanda, uma garota de 14 anos, desolada ao ver a família de sua melhor amiga Clarissa e seu secreto amor Daniel se mudando da casa em frente sua, devido a uma ordem de despejo.

Com isso os dias da protagonista perdem a cor, e ela só pensa e sonha com o que poderia ter vivido com seu "quase namorado" até que descobre que ele já havia ficado com Graziela, uma menina da vila, por quem todos os garotos são apaixonados, e sua tristeza aumenta ainda mais. Enquanto isso a casa da frente vai sendo reformada para que a proprietária e nova moradora, Dona Teresinha, se mude para lá com seu filho Bruno, que tem 28 anos.

Perdida em suas ilusões, Fernanda acaba com notas baixas na escola, e com o intuito de ajudar, Dona Teresinha, que acaba ficando íntima da mãe da menina,  conversa com seu filho que acaba concordando em dar aulas particulares para garota vizinha em suas horas vagas.

Durante as aulas a protagonista vai conhecendo um mundo novo, através da Literatura apresentada por Bruno, que já faz Mestrado, e por ele acaba se apaixonando.

Será que este amor impossível, um dia poderá se transformar em um possível amor? Mesmo com a diferença de idade de 14 anos?

Para mim Pedro Bandeira é um autor de linguagem infanto-juvenil completo, ele consegue retratar os problemas e dúvidas de um adolescente como ninguém. Além de despertar o anseio/desejo pela leitura, uma coisa que em meio a tanta informação e formas diferentes de distração, vem sendo deixado de lado pelos jovens. Somente através da leitura eles serão adultos completos, e o autor consegue com simplicidade despertar isso, como eu muitas vezes já pude constatar.

A música escolhida para este livro foi Só sei dançar com você, versão cantada por Tulipa Ruiz.

Que retrata a insegurança de uma pessoa no início de uma dança e como aos poucos ela, ainda que meio sem jeito, confia no parceiro para que ele a conduza.



O livro apresenta uma situação que ainda é vista como tabu na sociedade, uma garota apaixonada por um homem mais velho. Muitos acham que este tipo de situação já é mais aceita, porém encontram-se enganados.

Ainda existe muito preconceito contra o amor.

Mesmo rodeados de tanta tecnologia ainda estamos atrofiados quando se trata de convivência, e o sentimento que deveria ser festejado acaba se transformando em forma de humilhação e vergonha, pois já que as pessoas não podem se manifestar acabam se escondendo atrás de máscaras sociais.

O que Pedro Bandeira acabou me fazendo refletir é que independente da idade, sexo ou classe social todos podemos amar de forma livre e intensa.


"- E você a amava?
O rapaz suspirou, olhando para o infinito (...).
- Se eu a amava? Acho que sim... muito... ou pouco, pois já acabou. Como dizia o grande dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, ‘ou o amor é eterno ou não era amor’.”

O amor sempre esteve presente em grandes obras literárias e musicais, bem como a dor e o desespero que acomete àqueles que não podem tê-lo, que é o caso da grande história de Romeu e Julieta. Aproveito para deixar aqui um poeminha meu...rsrsrs... que retrata o tema:

Solução

O que você faria se eu dissesse que te amo?
E tenho certeza que isso é mais que um engano?
Que as noites são longas sem o seu abraço?
Que a cada dia que passa estou mais longe dos seus passos?

Como será a vida sem a definição Você?
E se na minha porta esse amor nunca bater?
E se o sonho um dia morrer?



Como ter respostas para minha obrigação?

Como ver você e não perder o chão?
Ah! Meu Deus! Como eu queria...
Esquecer essa paixão...

Pontuação: Cinco cafés intensos, como o amor de uma adolescente...